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Repercussão sobre o assassinato de Marielle Franco

Na manhã desta quinta-feira (15) por volta das 10H, o presidente Michel Temer se pronunciou publicamente sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) que foi executada no Rio de Janeiro. Em sua nota o presidente se solidariza com os familiares e amigos de Marielle e diz que está acompanhando a apuração dos fatos. Ele também colocou a Polícia Federal à disposição para auxílio nas investigações. Marielle Franco, 38, e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, 39, foram assassinados a tiros no Centro do Rio no trajeto de volta de um evento intitulado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”. Um veículo se aproximou do carro onde estava Marielle, seu motorista e sua assessora e abriu fogo. Tudo isso ocorreu na Lapa, localizado também na região Central da cidade. A perícia identificou ao menos nove disparos contra o veículo da vereadora, sendo todos na direção de Marielle, que estava no banco de trás. A vereadora foi atingida por pelo menos quatro tiros e acabou morrendo na hora. O seu motorista, Anderson, também foi atingido e morreu no local. Dentro do carro estava também a assessora da vereadora, que foi atingida por estilhaços e levada para o Hospital Souza Aguiar, localizado no Centro. Já liberada, ela teve somente alguns ferimentos leves, porém ainda está muito abalada psicologicamente. A assessora terminou seu depoimento à polícia por volta das 4h e não quis se manifestar com a imprensa. O delegado que está cuidando do caso não quis dar detalhes de seu depoimento. Os policiais da Divisão de Homicídios (DHP) disseram que os responsáveis por este crime tinham conhecimento sobre a posição em que a vereadora estava em seu veículo, pois o veículo possui vidros escuros e os disparos foram diretos em sua direção. A principal possibilidade é que os criminosos seguiram Marielle e por isso sabiam exatamente onde atirar. Todas as características deste crime, como os disparos que foram efetuados pela parte traseira do carro, no lado direito, onde a vereadora estava sentada, e a ausência do roubo de qualquer pertence no veículo reforçam ainda mais a possibilidade de um crime premeditado. Segundo informações da Policia Civil, as imagens mostram que a placa do carro envolvido neste crime é de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo a perícia, a munição utilizada no crime era de calibre 9 mm, exclusiva para pistolas e submetralhadoras. Esse calibre não pode ser comercializado à população, sendo ele adquirido legalmente por colecionadores, atiradores esportivos e por forças de segurança. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) também se manifestou sobre o incidente. “Estamos ao lado dos familiares, amigos, assessores e dirigentes partidários do PSOL/RJ nesse momento de dor e indignação.”, afirma o partido. Eles continuam seu pronunciamento reforçando estarem orgulhosos do trabalho da vereadora eleita com 46 mil votos e assumem o compromisso de seguir sua caminhada. Ainda na nota eles levantam a possibilidade de um crime político por conta dos últimos posicionamentos da vereadora enquanto relatora da intervenção federal no estado e exigem um uma “apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo” e encerram com a frase “Marielle, presente”, que tem viralizado nas redes sociais e representa a vontade sem hesitação de seguir na luta pelos ideais que a vereadora possuía

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